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Workflow, Data Base Marketing, Data Mart, Data Warehouse, Data Mining, Olap, Molap, Rolap E Outros Bichos

por Oswaldo Brito *

Este artigo tem como objetivo trazer à discussão um modelo não tradicional de desenvolvimento de sistemas voltados para o suporte à decisão, utilizando as ferramentas e conceitos reunidos no título acima.

Na maioria das empresas, as áreas da assim chamada Tecnologia da Informação (ou Information Technology, IT) normalmente se deparam com as dificuldades inerentes à manutenção dos sistemas corporativos, à disponibilidade de infra-estrutura (redes, servidores, BDs, etc.), e com a busca de ferramentas que possibilitem aos usuários finalmente explorar as bases de conhecimento das empresas.

Se formos analisar a situação real - e não aquela que pensamos comprar nos lançamentos de software e soluções -, poderemos perceber com clareza a lacuna existente entre o ambiente desejado e os itens necessários, com os quais o usuário poderia obter efetivamente as informações que estão dentro da empresa e utilizá-las para alavancar novas oportunidades de negócios, maximizando assim a imagem corporativa perante o público e a concorrência.

Paralelamente, existe uma situação que enfrentamos entre a disponibilidade do mesmo tipo de informação (variando apenas o formato) e o aspecto cultural presente nas organizações: a dificuldade de interpretação dos dados de negócio por parte dos usuários.

Normalmente, os usuários de nível gerencial gostam de ver os dados “mastigados”, prontos, contendo também propostas de soluções e planos de ação. Mas, algumas vezes, pode-se deparar com informações que levam a uma interpretação errada da realidade.

A proposta que consideramos ideal é a que consegue adequar os novos sistemas à realidade conjuntural da empresa cliente - englobando não apenas a realidade tecnológica, mas também a cultural e a econômica, de mercado. Tivemos a oportunidade de implantar algumas destas soluções não ortodoxas em uma importante empresa na área de saúde e também em uma instituição financeira de renome, com alto número de clientes de grande valor para estas organizações (pessoas físicas e jurídicas).

O atendimento das necessidades dos usuários no nível operacional deve ser alimentado pela própria “modelagem” das transações (sejam elas com clientes, fornecedores, parceiros de negócios, funcionários, etc.), constituindo um sistema que permita coletar um número de informações suficientes para que as decisões sejam tomadas não apenas considerando os itens normalmente adotados em transações (tempo, valor, produto, cliente), mas também aspectos importantes como mensuração, acompanhamento, comparações entre os custos destas transações, tempo para ocorrência do fechamento (venda ou compra), interligação entre as transações (causas e efeitos), regras de negócio aplicadas à transação, além de dados não estruturados, coletados numa ferramenta de desenvolvimento com suporte a Workflow e gerenciamento de imagens digitalizadas.

O principal objetivo de todo esse processo dinâmico é fornecer aos clientes soluções que embutem uma tecnologia extremamente abrangente, mas dirigida ao ambiente cultural, organizacional e de mercado que os usuários em geral vêm experimentando.

Com certeza, esta nova abordagem ainda enfrenta algumas barreiras, que estão sendo quebradas, principalmente no que diz respeito aos padrões mais tradicionais de modelagem de sistemas voltados para transações - e não para regras de negócios.

Na verdade, está ocorrendo uma mudança no padrão cultural das empresas. Com o crescente uso da Internet, por exemplo, a alta administração vem se sentindo mais à vontade para exigir resultados que tragam informações atualizadas, em tempo real, e com qualidade para as tomadas de decisão. Estes usuários pedem cada vez mais soluções não tradicionais, baseadas num leque de ferramentas que envolvem workflow, gerenciamento de imagens, OLAP, construção de Data Marts, Data Mining, intranet, Internet e modalidades de atendimento ao cliente e de comercialização de produtos que permitam uma alta interação com os sistemas corporativos.

O novo posicionamento que prioriza os usuários e o comprometimento da alta administração da empresa na elaboração de sistemas que tenham como produto final a informação, estão fazendo com que as regras adotadas até agora sofram alterações substanciais. É necessário, portanto, que a área de sistemas venha buscar parceiros atentos e alternativas específicas para este tipo de solução, e não apenas fornecedores de mão-de-obra para eliminação de back-log.