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Honda Atuará Apenas Como Fornecedora

Acabou a expectativa em torno do futuro do projeto da Honda. Oficialmente, no ano que vem, a montadora japonesa atuará no circo da Fórmula 1 apenas como fornecedora oficial de motores. A novidade, que todo mundo já sabia também, é que o acordo de fornecimento de propulsores também foi assinado com a BAR e, dependendo de acordos com a Mecachrome e uma outra equipe que viesse a comprar os direitos sobre os motores de Flávio Briatore –provavelmente apenas Minardi e Arrows teriam interesse– isso poderia acontecer ainda neste ano.

O que aconteceu, na realidade, é que os japoneses ficaram assustados com a dimensão da dinheirama que estavam tendo que desembolsar. Sabendo que iriam gastar muito mais, resolveram tirar o corpo fora. Afinal, desenvolver motores vencedores já lhes rendeu um marketing extraordinário –quem não se lembrava da marca nos anos 80, quando os Honda eram sinônimos de vitória?

Claro que a morte de Harvey Posthlewaithe, projetista que conduzia o projeto do carro, foi um baque grande e que certamente abalou a estrutura da pré-equipe. Mas, para um projeto do porte que a Honda vinha desenvolvendo –afinal para uma empresa de seu nível, entrar no circo nunca será com intenções modestas– não seria algo que impediria o seu progresso nem o seu eventual sucesso.

Mas os japoneses decidiram optar por uma solução menos dispendiosa. Irão forncer motores para a equipe BAR, e para não disperdiçar tudo o que foi desenvolvido até agora em termos de chassi, o acordo com Craig Pollock inclui a participação da Honda R&D –seu departamento de pesquisa e desenvolvimento– no projeto e desenvolvimento do futuro chassi, tendo assim uma participação um pouco mais ativa do que tiveram no passado.

Claro que a cúpula da categoria não gostou nada da retirada estratégica. Mesmo porque a equipe Zakspeed pretendia também regressar a categoria mas foi barrada devido ao limite de 12 equipes impostos por Bernie Ecclestone.

Agora a FIA batalha para convencer a Toyota, ao invés de comprar uma equipe –a mais cotada era a Minardi–, investir em desenvolver uma estrutura totalmente nova.

Mais um descaso, em nome do dinheiro, para com os simples espectadores e amantes da Fórmula 1.

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Quem poderia imaginar, no início do ano, que chegaríamos ao final de 4 GPs com a Ferrari dando um banho no campeonato de construtores na McLaren e que Schumacher estaria em primeiro com Irvine a seu reboque?

Nem o mais otimista dos ferraristas ousaria afirmar tão alto. Claro que é o sonho virando realidade para os tifosi. E nuvens pretas de preocupação se formando no pesadelo que recaiu em Working.

A obrigação de vencer, no próximo GP na Espanha, é de Hakkinen e da McLaren. Seus carros são favorecidos pelo tipo de circuito e nos testes lá realizados, o domínio sempre foi seu.

Entretanto, esse favoritismo pode acabar pesando sobre os santantônios dos Flecha de Prata. Hakkinen, apesar de todo amadurecimento e crescimento como piloto no ano passado, ainda se demonstra suscetível a cometer erros quando posto sob pressão. De Couthard já não sabe-se o que mais esperar, de tão burocrático que o escocês se demonstrou nessas primeiras provas. O comportamento de David é até surpreendente, vindo de alguém que, no início do ano falava em ganhar o título. A própria equipe vem errando, tanto no carro que não é fiavél, tanto nas estratégias de corrida.

Apostas? Pela lógica, McLaren e Hakkinen. Mas…

drops.

2 anos Além do fornecimento para a BAR, a Honda assinou por mais dois anos o fornecimento –atráves de sua subsidiária Mugen– de motores para a Jordan.

Retorno Ricardo Zonta só será liberado para voltar às pistas no GP do Canadá. Até lá, Mika Salo continua sendo o seu substituto.

Retorno 2 Um acordo entre Bernie Ecclestone e Nicola Foulston, a Presidente da “Brands Hatch Leisure” –sociedade que detém a propriedade e a exploração da pista de Bands Hatch– devolveu a pista próxima a Londres o GP da Inglaterra, que foi disputado nos últimos anos em Silverstone.

Retorno 3 Bernie Ecclestone comprou o circuito de Le Castelet –mais conhecido por Paul Ricard– na França. Especula-se que o GP da França possa voltar a ser disputado lá a partir de 2002, já que o contrato com Magny-Cours, que abriga atualmente o GP francês, é válido até 2001.

Brasil A montadora TVR, do grupo da equipe McLaren de Fórmula 1, anunciou que irá instalar uma fábrica no Brasil ainda neste ano. O local escolhido é Farroupilha, no Rio Grande do Sul.