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Schumacher X Schumacher

Depois de criticar duramente David Coulthard, companheiro de seu rival na disputa pelo título mundial deste ano, por tê-lo segurado no GP dos Estados Unidos, Michael Schumacher voltou atrás e dsse que, depois de assistir tudo pela televisão, não houve nada irregular ou anti-esportivo no que o escocês fez. Uma atitude até surpeendente, considerando-se que trata-se do alemão.

Para quem conhece Schumacher desde o GP da Bélgica de 1991, quando estreou na categoria, fazendo um surpreendente 7º tempo na classificação com um Jordan – não competitiva como a de hoje, mas bastante verde, já que estreava naquele mesmo ano (aliás, sua cor também era verde, patrocinada pelos refrigerantes 7 up) – uma característica já se fazia notar: uma altivez que na maioria das vezes se confundia com arrogância.

É inegável dizer que o ferrarista está com uma mão na taça. Entretanto, estar com uma vantagem considerável assim seja uma situação que nem ele mesmo gostaria. Sua capacidade é inegável, mas é notável que, muitas vezes, sob pressão, o alemão errou diversas vezes. E essa diferença de 8 pontos à seu favor é mais peso sobre suas costas, afinal, com tamanha vantagem, ser campeão é nada mais do que obrigação, apesar de não haver nenhum cachorro morto do outro lado do front. Mika Hakkinen, McLaren e Mercedes sabem muito bem o caminho para o lugar mais alto do pódio.

Faltando poucas voltas para o final do GP dos Estados Unidos, Schumacher errou sozinho e rodou. Por sorte, conseguiu voltar. Ele disse que perdeu a concentração por estar com uma vantagem muito grande, mas pagaria um cafezinho para quem pudesse me dizer o que exatamente se passava na sua cabeça naquele momento.

Para nós, brasileiros, o melhor é torcer pelo alemão. Rubens Barrichello é único brasileiro que vai correr no ano que vem em uma equipe de ponta, mas só vai ter condições, dentro da equipe, de pleitear o direito de disputar vitórias e o título mundial de igual para igual com Schumacher quando a escuderia italiana sair da fila. O próprio Barrichello sabe disso e vai trabalhar muito duro para isso.

É inegável, além de tudo, o esforço considerável que tanto a Ferrari quanto Schumacher vêm fazendo nos últimos anos para acabar com o jejum da escuderia do Cavalino Rampante. Ano passado, não fosse a perna quebrada, o título provavelmente seria dele. Falta pouco para erguer a taça em 2000 e o maior adversário de Schumacher será ele mesmo.