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Política De Incentivo Ao Turismo, Opções Esportivas Do Próximo Século

Segundo Salah & Abdel, 1991, o turismo pode ser focalizado como um fenômeno que se refere ao movimento de pessoas dentro de seu próprio país (turismo doméstico) ou cruzando as fronteiras nacionais (turismo internacional). Este movimento revela elementos tais como interações e relacionamentos individuais e grupais, compreensão humana, sentimentos, percepções, motivações, pressões, satisfação e a noção de prazer..

Também, de acordo com Castelli (1990), a compreensão do fenômeno turístico atual deve necessariamente passar por uma análise sobre o significado das viagens no decorrer da história. Estas quase sempre foram movidas por interesses econômicos, políticos e militares. Viagens com estes mesmos objetivos continuam hoje a movimentar pessoas de uma região para outra.

No entanto, ao longo da história, paralelamente às viagens realizadas com os objetivos anteriormente mencionados, registram-se também aquelas movidas por outros interesses tais como: curiosidade, saúde, cultura, religião, descanso, educação continuada e finalmente viagens verdadeiramente turísticas. Hoje, podemos dizer que as viagens e ações são uma conseqüência das necessidades geradas pela sociedade industrial.

É sob esta ótica que construímos este trabalho. Uma análise sobre as principais motivações humanas - com foco em desportos - que podem contribuir para o direcionamento de Políticas Públicas de Incentivo ao Turismo. Em virtude do “estilo” da abordagem proposta, basicamente enfocada em “informação útil, podemos afirmar que é perfeitamente possível a construção e implantação das medidas por qualquer Estado, Município o Nação.

Vimos que as modalidades desportivas tradicionais marcaram este século, futebol, pólo, vôlei e outros. Durante muitos anos, sobre estas atividades foram construídas as políticas de incentivo locacional ao turismo desportivo. O que muitos estão deixando de ver é que o próximo século poderá ser o da afirmação do desporto aventura. Praticado fora de pavilhões e estádios estas modalidades desportivas permitem uma maior comunhão com a natureza e aproximam os seres humanos das raízes atávicas. Talvez por isso, as diversas modalidades de desporto aventura estão conquistando a adesão de um número crescente de praticantes.

Acreditamos que Estados e países que perceberem esta oportunidade poderão agregar à Industria Turística Tradicional grandes valores econômicos e sociais.

Diariamente, milhares de pessoas desempenham “papeis sociais” estresantes, muitas desejam fugir de atividades que possam causar stress. Na impossibilidade, buscam esportes que os permita extravasar o seu potencial atávico mais primitivo. Dizem até que algumas modalidades promovem o seu bem-estar físico e psíquico, desenvolvendo capacidades como o espírito de grupo, o auto-domínio e a autoconfiança.

Cabe aqui uma referência: por vezes, o desporto aventura é confundido com atividades radicais. Esta é uma idéia que não corresponde à realidade. Por “radical” entende-se uma busca contínua de sensações fortes, de adrenalina, onde os limites individuais são testados a cada passo. O conceito “radical” refere-se a alguém que compete com a Natureza, esforçando-se por vence-la e dominá-la, testando os seus limites numa vertigem de emoções. Ser radical é para muitos uma filosofia de vida, caracterizada por se viver intensamente cada momento. Pode inclusive implicar uma determinada forma de vestir e uma linguagem muito própria.

O conceito “aventura” é bastante diferente. Implica estar em equilíbrio com a Natureza na procura da paz e serenidade que só esta consegue transmitir. Isso não significa abdicar de emoções e adrenalina, mas, sim, aceitar participar num desafio contra si e não contra a Natureza, num esforço de ir cada vez mais longe. É uma maneira de estar na vida que se pauta por uma atitude de constante curiosidade e descoberta, num esforço não de experimentar tudo, mas, sim, de aprender algo mais com tudo o que se experimenta. É assim, e em última análise, uma via para o auto-aperfeiçoamento e para o equilíbrio pessoal.

Baseado na proposta de apresentar um guia para o desporto aventura e não o desporto radical, que sirva para o estabelecimento de Programas de Incentivo ao turismo elaboramos este material, inspirado em resultados de pesquisas aplicadas no mundo todo e em outros “guias semelhantes” que circulam na Europa e Ásia.

Na primeira parte deste guia, o leitor encontrará informação específica sobre as melhores modalidades de desporto-aventura. Consoante com a proposta do trabalho - de criar um guia para os formuladores de Programas de Incentivo ao Turismo, amparem os seus planejamentos, sugerimos que neste tópico sejam apontados os contatos das entidades que prestam serviços de apoio bem como o calendário de eventos para o futuro; concernente com a região alvo.

A partir dai os interessados - Estados, municípios e entidades de apoio ao turismo, podem mostrar uma seleção de alguns eventos famosos na área do desporto aventura. Evidente que devem mostrar o grau de exigência e preparação, tanto ao nível físico como ao nível psíquico para os eventuais “candidatos a participantes”.

No decorrer deste trabalho mostramos os esportes que crescem muito rápido em níveis de adesão em todo o mundo. Acreditamos que com ligeira predominância de um sobre outro, de maneira geral está contemplado o universo mais relevante da prática desportiva.

Também percebemos outras oportunidades. Sabemos que vivemos um momento de transformação e mudança. Neste contexto, a formação vivencial (experimental learning) pode ter um valor agregado muito especial. Consistindo na utilização estratégica de experiências estimulantes, a formação vivencial caracteriza-se tanto pelo tipo de técnicas pedagógicas utilizadas, como pelo contexto onde as mesmas se realizam. O seu objetivo fundamental é ajudar os indivíduos, as equipes e as organizações a atingirem níveis de desempenho superiores e assim alcançar resultados de sucesso. Portanto, uma Política de Turismo que vise indicar o futuro não pode prescindir de incluir os conceitos de “Formação Vivencial”, já que cada dia são mais usados pelas empresas como método de potencialização das capacidades..

Uma proposta de Atração ao Turismo pode ser construída sobre estes pressupostos. Ficará muito atraente se, fechando a proposta, estiver uma lista de “Contatos Úteis”, onde o interessado encontrará os endereços de todas as empresas prestadoras de serviços referenciadas ao longo do guia.

Feitas estas ressalvas, esperamos que as páginas seguintes continuem a ser do seu agrado, passando da leitura à prática e que sirvam de estímulo a criatividade dos operadores e administradores de atividades turísticas. Boas aventuras!

Balonismo

Vai longe o ano de 1783, época em que se realizou o primeiro vôo de balão. Igualmente distante está também na nossa memória, a epopéia de se concretizar uma volta ao mundo em 80 dias, como era intenção de Júlio Verne. Outros houve que se empenharam em fazer uma volta ao mundo de balão, sem nunca se ter registado tal proeza.

Atualmente a utilização do balão tem um fim mais recreativo e relaxante, permitindo desfrutar a emoção de voar num cesto de vime, admirando num silêncio absoluto todo um vasto horizonte que se perde até ao infinito. Equipamento

O balão recreativo é constituído por três elementos essenciais: o cesto ou gôndola, o envelope de nylon, que é o balão propriamente dito e, sobre o cesto, o queimador de gás propano que é utilizado para aquecer o ar existente dentro do balão. Assim, conforme ele esteja mais quente ou menos quente, o balão irá respectivamente subir ou descer.

Um balão não está acessível a qualquer pessoa, já que o seu custo alcança a alguns milhares de reais, dependendo a sua capacidade de transporte, do tamanho do cesto e do envelope correspondente.

Conselhos Úteis

Controlar um balão requer muita experiência uma vez que só o podemos manobrar na sua subida ou na sua descida, através da entrada de mais ou menos ar quente no envelope, não sendo possível controlar nem a sua velocidade nem a sua direção, ficando assim completamente à mercê do vento. Por isso não é aconselhável fazer vôos com velocidades de vento superiores a 16 km/h nem a uma altitude superior a 600 metros (embora pilotos experimentados possam ultrapassar em muito este limite). Vale lembrar que para se conduzir um balão é obrigatória uma licença, pois são necessários conhecimentos meteorológicos e domínio das regras específicas do balonismo.

Onde praticar

Aqui, cada região deve indicar os melhores locais e se existem empresas que organizem passeios de balão. Se existirem empresas que faça passeios o valor por pessoa deve estar detalhado.Como parâmetro internacional podemos dizer que o custo por pessoa, na Europa, alcança 15 dólares por três horas

Bicicleta Todo-o-Terreno

A bicicleta todo-o-terreno (BTT), também chamada bicicleta de montanha, teve a sua origem na Califórnia nos anos 70, rapidamente difundido-se por todo o mundo. Dada a sua enorme versatilidade e robustez, permite-nos explorar de forma diferente todos os recantos que a Natureza nos oferece. Por meio deste veículo, rapidamente encontramo-nos num contato salutar com a Natureza, resultando na exploração de áreas extensas que, se a pé se tornavam penosas, de jipe seriam por vezes inacessíveis. Dada a sua enorme popularidade é também um desporto praticado profissionalmente, resultando em campeonatos mundiais, tanto na modalidade de cross-country como na de down-hill (descida de montanha). Equipamento

Existem dois grandes grupos de BTT: as chamadas rígidas e as de suspensão total. Dentro das rígidas, encontramos aquelas que usam à frente um garfo rígido, e as que têm uma suspensão montada, permitindo um maior desempenho da bicicleta e, ao mesmo tempo, um melhor conforto e segurança. As BTT de suspensão total são dotadas de uma suspensão tanto na roda da frente, como de um amortecedor na roda de trás. Proporcionam por isso um conforto suplementar e uma segurança extrema, permitindo-nos ultrapassar com mais facilidade todos os obstáculos e irregularidades próprios dos trilhos de montanha, bem como fazer as descidas com velocidades mais elevadas e com maior confiança.

Podemos encontrar BTT tanto de 10 quilos de peso, como de 18 quilos, dependendo da utilização de materiais mais ou menos nobres, tais como o titânio, o carbono ou mais recentemente o termoplástico. É tudo uma questão de peso versus qualidade versus… custo — desde poucas dezenas de reais até mais de 1000 dólares. Geralmente dotadas de 24 velocidades, as BTT têm também pneus mais largos e “borrachas de freio” de eficácia assegurada.

Conselhos Úteis

Aliado a uma BTT deverá estar sempre um capacete. Este acessório importantíssimo é o equipamento, por excelência, para a prática deste desporto com segurança. Bastante ventilados, permitem praticar a modalidade com menos riscos. O uso de um cantil de água também é importante já que a desidratação é dos piores inimigos. A utilização de luvas e de uns óculos de proteção também é aconselhável, bem como uns calções de ciclismo (almofadados nas virilhas). Na maioria dos trajetos, convém andar acompanhado de um amigo e também de um celular, já que se se cair numa zona deserta, na terra de ninguém, será muito difícil encontrá-lo!

Onde Praticar

Dada a grande versatilidade deste veículo de duas rodas, qualquer palmo de terra poderá ser o suficiente para desfrutar da sua BTT e da Natureza. No entanto, não há nada como sentir a vitória de subir ao cimo de uma montanha e, de seguida, descê-la vertiginosamente. Na Europa, especialmente na França e Portugal existem entidades que fazem passeios guiados de BTT, geralmente ao fim- -de-semana, e que constituem um excelente meio de convívio entre todos os entusiastas. Geralmente as lojas e as revistas da especialidade dispõe de informação acerca destes eventos.

Canoagem

Embora o termo pareça indicar apenas a utilização de canoas, a canoagem inclui tanto as canoas como os caiaques. Pensa-se que as canoas remontam aos polinésios e aos povos das florestas tropicais, enquanto os caiaques são oriundos dos esquimós da América do Norte e do Nordeste da Ásia.

Para as águas mais calmas recomenda-se o uso da canoa, que pode levar de três a dez pessoas. Com uma estabilidade e manobrabilidade superior às das canoas, e mais leves do que estas, temos os caiaques que, por apresentarem uma curva de casco mais acentuada e um desenho mais fechado do que o das canoas, estão mais vocacionados para águas fluviais mais revoltas e inquietas, podendo inclusivamente realizar navegação no mar. Equipamento

Agregadas a estas embarcações estão sempre os remos para as canoas, e as pagaias (duas pás ligadas por um varão) para os caiaques. As canoas, mais pesadas, são geralmente de plástico, enquanto os caiaques, mais leves e mais estreitos, podem ser de plástico, fibra de vidro ou até de compósitos de carbono, tornando-se ultraleves e manobráveis e com uma enorme flutuabilidade. Conforme o número de lugares e o material com que são feitas, estas pequenas embarcações vão dos 500 reais aos mais de 3000 reais. Alguns acessórios ligados a esta prática não devem ser esquecidos, como sejam os saiotes que, para os monolugares formam um conjunto integral entre o remador e o caiaque, não deixando entrar água na embarcação, os fatos de neoprene para o Inverno, os capacetes para as navegações mais radicais, e um bom colete de salvação.

Conselhos úteis

Enquanto um caminho terrestre apresenta-se quase sempre igual, já nos rios a situação é muito diferente: um rio nunca é sempre o mesmo. As chuvas torrenciais, ou até mesmo a abertura das comportas das barragens modificam literalmente a navegabilidade de um rio. Assim, um rio que desloca 1000 metros cúbicos de água por segundo, será muito diferente de quando o faz com 3 mil metros cúbicos. É necessário, portanto, obter informações locais sobre o rio antes de se iniciar a descida. Não esquecer ainda que os rios classificam-se numa escala de 1 a 6, sendo este o grau de maior dificuldade. Apesar de um rio ser predominante de classe 2, poderá em escassos metros passar para o grau 6. A título exemplificativo refira-se que a classe 2 representa um rio moderado, com pequenos redemoinhos e ondas facilmente navegáveis, enquanto a classe 6 um rio quase impossível de nele se navegar, com trajetos difíceis de se identificar, só devendo ser tentado por remadores muito experimentados.

Onde praticar

O Espírito Santo, o Mato Grosso e os Estados do Centro Oeste possuem rios desde águas lisas às difíceis águas bravas. No Brasil podemos desfrutar de lugares ímpares da Natureza nativa, basta que se explore. Uma Política de incentivo deve indicar claramente as melhores regiões.

Canyonning

O canyonning é a descida de canyons, gargantas, ou desfiladeiros, seguindo o curso de um rio. Foram os franceses, no início deste século, os pioneiros do canyonning. Nos últimos anos esta atividade popularizou-se, juntando muitos adeptos do alpinismo e da espeleologia. O canyonning é exatamente isso: uma mistura destas duas modalidades. Há mesmo quem diga que o canyonning é a “espeleologia ao sol”. Sendo uma atividade de aventura e de risco, é também uma atividade multidisciplinar, pois obriga a uma boa forma física em geral, saber nadar, saber fazer rappel (descer com a ajuda de cordas), dominar técnicas de escalada e até, ter conhecimento sobre as características geológicas do terreno, pois serão elas que nos irão dar a conhecer toda a orografia do trajeto, indispensável para o percorrer em segurança. Equipamento

Sendo o canyonning um desporto aventura, muita emoção e risco estão-lhes associados. Por isso a utilização de equipamento adequado é essencial para se garantir a máxima segurança. É essencial o uso de roupas de neoprene de espessura de 3 a 5 milímetros, pois além de manter a temperatura do corpo, constitui uma boa proteção contra pancadas e contusões que por vezes surgem com o embate nas rochas. Um capacete de proteção utilizado em canoagem ou BTT, umas botas anti-derrapantes ligeiramente maiores que o nosso número, um arnês específico, mochila e um recipiente estanque à água para se guardar material seco são também acessórios muito úteis. Para este esporte, todo o material deverá ser de boa qualidade, pois o constante contato com as rochas e a água, diminuem a sua longevidade e resistência.

Conselhos úteis

Além das questões relacionadas com o equipamento referidas atrás, não é demais insistir no estudo prévio de toda a zona a percorrer através de mapas e de roteiros. É muito importante conhecer a inclinação dos desníveis, que irão determinar as técnicas de progressão a utilizar. A geologia e a morfologia do terreno, a extensão do percurso, e o volume do caudal de água, que é sempre influenciado pelas estações do ano, pelos tipos de rochas e canyons e até pela extensão e características das bacias de drenagem, são também pontos essenciais para a prática em segurança deste desporto. No canyonning existe uma escala de níveis de dificuldade que vai de 1 a 6, sendo este último extremamente difícil e confinado apenas aos grandes especialistas que terão de dominar técnicas que lhes permitirão ultrapassar desníveis de 70 a 150 metros, com as conseqüentes cascatas e remoinhos que daí advêm.

Onde praticar

Dadas as características deste desporto, em que nos encontramos em perfeita comunhão com a água e a Natureza no seu estado mais selvagem, será sensato fazermo-nos acompanhar de um instrutor ou alguém com bastante prática nestas andanças. O Rio de Janeiro mostra lugares ideais para a prática deste desporto audaz. Vale a pena explorar e oferecer medidas de apoio aos praticantes. É um esporte que cresce e incentiva movimentos econômicos num cluster muito grande de atividades - de academias de ginástica a lojas especializadas.

Escalada

O desejo de subir mais alto, de trepar, de alcançar o inatingível, é próprio da essência do ser humano. Se nos primórdios da humanidade o subir montanhas e escalar rochedos era uma atividade de sobrevivência, hoje escalar é antes de mais um desafio pessoal, um teste às capacidades de cada um.

Presentemente a escalada tanto pode ser praticada no interior como no exterior. Ou seja, tanto em pavilhões com a utilização de paredes artificiais de escalada construídas para o efeito, como em contato com a Natureza, nas rochas e falésias naturais, cobertas ou não de gelo. Equipamento

Embora este desporto exija muita destreza e técnica, o equipamento necessário para a sua prática é bastante simples. É imprescindível o uso de um arnês (ou baudrier) que é uma espécie de cinto que nos permite levar o equipamento necessário à cintura, como sejam vários tipos de mosquetões, de chocks (dispositivos de fixação às rochas) e de cordas, e um pequeno saco com pó de magnésio ou de giz para eliminar o suor das mãos. Mas este arnês tem ainda uma função mais importante: é nele que vamos prender as cordas que fixamos nas rochas, e que nos vai permitir a subida ou descida das paredes e falésias. O uso de uma corda dinâmica de nylon com cerca de 60 metros é importante para diminuir o impacto de eventuais quedas. Devem-se usar roupas folgadas para permitir uma boa liberdade de movimentos, e umas botas de aderência com biqueiras próprias, muito flexíveis (também chamadas pés-de-gato). O equipamento é usado de modo a que, em caso de queda, o escalador fique protegido de ferimentos, mantendo-se preso ao rochedo. O custo de todo este material ronda a centena de contos.

Conselhos úteis

O primeiro conselho a dar é o de não praticar esta modalidade sozinho. A escalada requer trabalho de equipe e grande concentração, não apenas na sua própria segurança, mas também na dos companheiros. Os principais requisitos para o escalador são a destreza, a agilidade e a flexibilidade, o equilíbrio e a força, resultado de uma técnica e experiência adquiridas.

Longe do perigo de queda e do incomodo das intempéries nas caminhadas para os locais adequados, as paredes artificiais de escalada constituem um meio ideal para a prática e apuramento da técnica tão necessária neste desporto. A escalada apresenta vários graus de dificuldade que se distribuem de 1 a 9, sendo este último o mais exigente. Note-se ainda que desde que respeitadas as normas de segurança, a escalada é um desporto extremamente seguro.

Onde praticar

Em pavilhões onde existam paredes artificias de escalada, ou nas rochas e falésias existentes em muitos locais de fácil acesso.

Espeleologia

Espeleologia é o estudo, através da exploração, da gênese e evolução das cavidades naturais (grutas e as cavernas). É também o estudo do meio físico que elas representam, da sua biologia e mineralogia. A espeleologia é simultaneamente uma ciência (dedica-se ao estudo da formação e desenvolvimento das cavidades) e um desporto (alia as técnicas de montanha e de escalada ). Equipamento

Grande parte do equipamento é utilizado também em escalada. Não esqueça o material mais específico, como o capacete com o seu frontal de luz, bem como mais três fontes independentes de luz. Indispensável: umas joelheiras para a deslocação na horizontal, luvas, uma mochila pequena, um arnês, mosquetões, chocks, fivelas, cordas, um fato próprio para espeleologia e um par botas

Conselhos úteis

É aconselhável praticar espeleologia acompanhado de uma ou mais pessoas, pois dentro das cavernas correm-se vários riscos maximizados. Por isso, o primeiro passo para praticar a modalidade deve ser o de freqüentar um dos muitos cursos que ocorrem um pouco por todo o país.

Onde Praticar

No Brasil, em nossas pesquisas, inventariamos mais de 500 grutas. Grande parte delas localizam-se nas regiões centro oeste, no entanto, quem sabe o que se pode encontrar em outras regiões? Está lançado o desafio.

Hidrospeed

O hidrospeed consiste na descida de rios rápidos, ou de águas bravas, com uma pequena embarcação em forma de prancha, em que o praticante se deita, deixando de fora as pernas. Estas são de uma importância vital para o sistemático controle da pequena embarcação. É exatamente com o movimento das pernas e das barbatanas que o nadador consegue ora curvar com a embarcação, ora equilibrar-se e aumentar ou diminuir a velocidade, esgueirando-se pelos meandros e remoinhos, através de um infindável número de obstáculos naturais para transpor, tão característicos neste tipo de águas fluviais. Equipamento

Além de uma boa dose de coragem são indispensáveis, não só a pequena prancha ou trenó de hidrospeed, mas também um capacete que cubra a zona da nuca, um colete salva-vidas, umas luvas, um fato isotérmico de neoprene, para manter a temperatura do corpo e protegê-lo de eventuais arranhadelas nas rochas, umas joelheiras e, claro está, as tão indispensáveis barbatanas. Com menos de uma centena de reais temos todo o equipamento de que precisamos.

Conselhos úteis

Uma vez dentro dos rios a idéia é seguir a corrente, tentando escolher a melhor trajetória face aos obstáculos que inevitavelmente irão aparecer. Por exemplo, se nos surgir um tronco pela frente, é desaconselhavel a passagem por baixo, sob pena de se ficar preso e assim não se conseguir vir à superfície. É absolutamente necessário saber nadar no mínimo cerca de 100 metros sem grande esforço. Refira-se ainda que apesar de só poder ir um praticante em cada embarcação, é um desporto que se deve praticar sempre em grupo.

Onde Praticar

Os rios do Espírito Santo, a pororoca da Amazônia, quem sabe até onde o espírito vai nos levar???

Mergulho

Mergulhar é partir ao encontro dos mistérios do oceano onde a calma, o prazer e a descontração são as palavras-chave para a descoberta do mundo subaquático. Acima de tudo, é saber apreciar esse contato quase sensual com a água, onde não existe gravidade nem ruído: o mundo do silêncio.

Existem basicamente dois grandes tipos de mergulho: o livre, ou em apneia (interrupção voluntária da respiração); e o autônomo, que consiste na utilização de um escafandro autônomo (também chamado mergulho de garrafa). No primeiro caso o mergulhador passa a maior parte do tempo perto da superfície, onde os reflexos da luz do Sol evocam ainda a presença do mundo terrestre. No mergulho com escafandro autônomo já é possível ir mais além, e partir ao encontro das sombras que brotam das profundezas. Equipamento

Para a prática do mergulho livre não é necessário mais de que uma roupa de neoprene, para manter a temperatura do corpo, uma máscara, para poder visionar melhor as maravilhas das profundezas, um cinto de chumbo, para mais facilmente chegar à profundidade desejada, um tubo, para poder respirar enquanto nos deslocamos perto da superfície, e umas barbatanas. No mergulho autônomo, além do equipamento já referido utilizam-se também as garrafas de ar comprimido (e não de oxigênio, como se julga), que poderão ser de 12 litros ou mais. A acompanhar as garrafas está todo o conjunto de cintas necessário para o seu transporte e, muito importante, o regulador, um artifício bocal que permite regular a pressão do ar que se respira, evitando assim os efeitos nefastos das variações de pressão. Recomendável é ainda o uso de um colete insuflável que, ao ser acionado permite-nos subir à superfície em escassos segundos.

Conselhos Úteis

Regra n.º 1: Nunca mergulhar sozinho! No caso de um dos mergulhadores esgotar o ar da sua garrafa, só a solidariedade dos companheiros o poderá ajudar a regressar à superfície, partilhando com eles o ar contido nas suas garrafas. Além disso, a freqüência de cursos de mergulho é altamente aconselhável (é também obrigatória…). Existe ainda um código para se poder comunicar dentro de água, já que não é possível a comunicação oral. É, por isso, obrigatório conhecer alguns sinais gestuais, como sejam o polegar para cima que não significa “OK”, mas, sim, “vou subir”.

É também crucial, por razões de segurança, fazerem-se paradas para descompressão, durante a subida para a superfície (os chamados patamares de descompressão, os quais dependem da duração e da profundidade do mergulho).

Onde praticar

Viva o Brasil um país todo voltado para o mar, e com grandes e bonitos rios…É só escolher…

Montanhismo

Montanhismo é a atividade que consiste em subir montanhas, numa tentativa de ir sempre mais alto ou então de atingir a mesma altitude por trajetos (vertentes) cada vez mais difíceis. Embora erradamente, o montanhismo é muitas vezes confundido com alpinismo. Este último corresponde em rigor ao montanhismo praticado nos Alpes, podendo incluir a escalada na rocha ou no gelo. Outra fonte de confusão habitual é a distinção entre escalada e montanhismo. De fato, o montanhismo utiliza técnicas de escalada, mas num cenário de alta montanha, enquanto a escalada pode ser feita a qualquer altitude (inclusivamente em paredes artificiais). Equipamento

A subida de montanhas cobre duas categorias básicas: as técnicas e as não técnicas. Esta última pouco mais requer que energia pura e conhecimento profundo dos nossos limites. Não é preciso nenhum equipamento especial. Um bom par de botas de montanha, de preferência maior do que o nosso número habitual, um bom blusão e uma mochila para levar os nossos objetos pessoais. Na categoria técnica já é necessário o transporte e o uso de equipamento especial, equivalente àquele utilizado em escalsada.

Conselhos úteis

Para a prática do montanhismo, técnico ou não, é fundamental termos noções de orientação, de leitura de mapas e de cartas topográficas bem como manejar com à vontade uma bússola. É também necessário respeitar algumas regras de autonomia e sobrevivência, pois poderemos ter necessidade de passar alguns dias ao ar livre. De recordar que nas montanhas as temperaturas são sempre mais baixas. Para regiões que desejam estimular esta prática desportiva, quem sabe seja interessante criar uma federação que seja responsável pela emissão de normas e oferta de apoio

Onde Praticar

Temos em todo o Brasil um grande número de locais próprios para a prática desta modalidade esportiva.

Orientação

A orientação, como desporto, consiste no atleta percorrer determinado percurso previamente delineado no seu mapa, ou carta topográfica, e descobrir o melhor caminho, ultrapassando vários obstáculos naturais que possam vir a aparecer, para chegar a um ponto de controle marcado no mapa. Uma vez nesse local terá que picar o seu cartão de controle com um pequeno alicate codificado, para mais tarde se comprovar que alcançou o respectivo objetivo. E assim por diante, seguindo cada posto de controle pela ordem indicada no mapa, até chegar ao final do percurso. É claro que quanto mais rápido chegarmos, tanto melhor.

A orientação, oriunda dos países da Europa do Norte desde o final do século passado, tem ganho ultimamente imensos adeptos em todo o mundo. No Brasil pratica-se na Amazônia e no Nordeste. É uma modalidade facilmente praticada pela maioria das pessoas, não exigindo nenhuma condição física em especial, nem equipamento. Dada a sua versatilidade, costuma-se conjugar com outras modalidades de desporto aventura, tais como o BTT (bicicletas todo-o-terreno), a canoagem, o pedestrianismo (passeios pedestres) e a condução de viaturas todo-o-terreno. É praticada não só numa vertente de lazer, mas também como competição de alto nível, tendo sido reconhecida pelo Comité Olímpico Internacional em 1977. Equipamento

A prática desta modalidade não obriga ao uso de nenhum equipamento em especial. Bastam para tanto uns sapatos ou botas confortáveis e adaptáveis à corrida e a pisos irregulares, uma bússola, e uma carta militar à escala de 1/25 000, ou uma carta topográfica própria para a prática de orientação, geralmente à escala de 1:15 000.

Conselhos Úteis

“Oriente-se!”, é a palavra de ordem. É fundamental saber ler um mapa. Existem várias entidades que dão cursos de orientação e de cartografia. O praticante menos experiente, por vezes, nem se apercebe da quantidade de informação que está contida numa carta topográfica, e que se torna em componente vital para a nossa orientação. Desde a marcação de linhas que nos indicam a existência de caminhos pedestres, trilhos ou estradas (marcadas a preto ou vermelho), passando pelas curvas de nível (a castanho) e as linhas de água (a azul), até aos demais símbolos, como a vegetação, a existência ou não de poços, de moinhos, de casas em ruínas, de fontes, de cabos de alta tensão, e outros. O uso de uma bússola também é muito importante, para podermos orientar a carta e, não menos necessário, tirar azimutes.

Ao praticar a orientação, por vezes acontece o praticante não saber ao certo onde está. Quando tal acontece, o que há a fazer é voltar, exatamente pelo mesmo caminho que se acabou de fazer, até chegar àquele ponto em que se tem a certeza de conseguir indicar a sua localização na carta. Só então o praticante deve tentar recomeçar a progressão, minimizando assim a probabilidade de se perder novamente.

Onde Praticar

Em qualquer lugar em contato com a Natureza. Os incentivadores de Políticas Públicas devem escolher locais que reunam “rara beleza” e exuberância de flora.

Paintball

Oriundos dos Estados Unidos, os jogos de paintball, também chamados jogos de estratégia, rapidamente se popularizaram em todo o mundo. Jogados ao ar livre, e em campos de floresta (embora também haja campos urbanos) delimitados para o efeito, estes jogos desenvolvem nas pessoas o espírito de equipe, a responsabilidade individual, a liderança, e a tomada de decisões sob pressão, exigindo reações rápidas e pensamento estratégico. Um dos jogos mais clássicos é o da bandeira, em que ganha a equipe que conseguir ir buscar a bandeira ao campo do adversário, sem perder a sua. E como? Para tal, após a formação de equipes de cinco ou mais elementos (poderá ir até à centena!), cada um fica munido de um marcador de tinta (parecido com uma arma) e respectiva carga composta de pequenas bolas (semelhantes a berlindes) que contêm uma tinta, solúvel em água e biodegradável. Sob a supervisão de um árbitro, os marcadores, acionados por CO2 ou ar comprimido, disparam as pequenas bolas que, ao embaterem no adversário, rebentam espalhando a sua tinta. Este fica assim visivelmente marcado com o líquido, ficando eliminado até ao próximo jogo. Equipamento

Para a prática destes jogos é necessário equipamento reduzido, mas indispensável. Além do marcador e das bolinhas de tinta, deve utilizar-se sempre uma máscara de proteção facial, que nos vai permitir proteger os olhos e toda a região da cara. Um boné, uns sapatos práticos e uma roupa grossa de mangas compridas completam o resto do equipamento. Normalmente este material pode ser alugado nos próprios campos de paintball, incluindo a roupa (geralmente um uniforme camuflado), por uma quantia de 800 a 2000 reais incluindo normalmente 100 bolas de tinta.

Conselhos Úteis

O paintball, como qualquer jogo, tem regras. Principalmente regras de segurança que têm de ser respeitadas. Entre elas destacam-se: todos os jogadores têm que estar devidamente equipados; é proibido tirar a máscara durante um jogo (mesmo após ter sido atingido); só se pode disparar contra o adversário a uma distância superior a 5 metros (o impacto das bolas no nosso corpo, se for a uma distância relativamente curta, pode ser bastante doloroso). Por último, refira-se que é aconselhável fazer a marcação do campo com alguns dias de antecedência, sob pena de já estar reservado ou de não termos parceiros com quem jogar (no caso de não dispor de companheiros suficientes para jogar).

Onde Praticar

Para praticar paintball não é necessário nenhum local com características especiais. Uma floresta, um terreno aberto, ou algumas casa em ruínas, qualquer lugar pode ser bom para a sua prática, desde que se assegure que nenhum passeante incauto (mas com o direito de por ali passar) seja apanhado no meio do seu jogo. Pode-se ainda construir campos cenográficos para serem instalados em qualquer lugar.

Pára-quedismo

Embora facilmente se associe o pára-quedismo a operações militares, já há muito tempo que a prática desta modalidade faz parte do quotidiano dos adeptos civis. São milhares os entusiastas em todo o mundo, e a sua crescente adesão tem levado a um aperfeiçoamento cada vez maior das “ferramentas” utilizadas para a prática do pára-quedismo desportivo, resultando numa segurança extrema para quem a pratica. Anualmente cerca de 500 mil saltadores realizam mais de 10 milhões de saltos em todo o mundo, com um reduzido número de acidentes graves. Equipamento

O pára-quedismo desportivo desdobra-se por vários estilos de saltos, e para cada um existe equipamento específico. O mais tradicional é o método da “linha estática”, ou de abertura automática, em que existe uma espécie de cinto fixa à aeronave permitindo a abertura automática do pára-quedas do saltador, no momento de deixar o avião. Este processo não permite tempo para a queda livre, outro estilo de salto, efetuado a 3 ou 4 mil metros de altitude, individualmente ou em grupo.

Outro tipo de salto, mas em queda livre, é o de sky surf, e que consiste em saltar com uma pequena prancha em forma de esqui, permitindo “surfar” no espaço, antes da abertura do pára-quedas.

Junto ao equipamento essencial, o pára-quedas, está associado uma roupa que permita a total liberdade de movimentos, luvas, um capacete e um altímetro, para controlar a altitude a que estamos do solo (já que tudo se passa muito, muito depressa…).

Conselhos Úteis

Tal como em qualquer desporto aventura, o pára-quedismo desportivo tem regras próprias de segurança e de salto que é imperioso cumprir, como seja a freqüência obrigatória de um curso, para o que não se exige nenhuma condição física em especial. A descida em queda livre é efetuada numa posição horizontal, de barriga para baixo, voltada para o solo, permitindo realizar vários tipos de movimentos, ao mesmo tempo que se desfruta de um grande campo de visão. A queda livre termina com a abertura manual do pára-quedas a cerca de 750 metros do solo, tendo este uma grande capacidade de manobra, capaz de proporcionar aterragens suaves e precisas na zona de aterragem previamente escolhida.

Ultimamente as escolas estão adotando um método de ensino diferente com um pára-quedas tandem, que permite transportar um passageiro (aprendiz). O aprendiz pode assim sentir toda a emoção da queda livre enquanto se mantém seguramente ligado a um monitor qualificado, que lhe vai dando preciosas dicas.

Onde Praticar

No Brasil a maioria dos destinos do pára-quedismo são tutelados por inúmeras escolas, clubes e organismos que possibilitam um contato mais próximo com esta atividade. Um curso básico (mas obrigatório) custa cerca de 6000 mil reais.

Passeios pedestres

O pedestrianismo, ou caminhada, é tão antigo como o próprio homem. Os passeios pedestres situam-se entre o desporto e o turismo. A sua prática resume-se num caminho a percorrer, desfrutando-se de toda a natureza que o rodeia, ora descansando, ora tirando fotografias num contato mais íntimo com o mundo animal e vegetal, sem pressas de chegar ao fim. As caminhadas não exigem aprendizagem nem técnicas especiais, podendo ser praticadas por pessoas de todas as idades. Como as palavras “pressa” ou “competitividade” não fazem parte do seu vocabulário, torna-se uma atividade física moderada e relaxante. Embora o pedestrianismo seja considerado um desporto de aventura, o fator risco é mínimo podendo ser praticado por pessoas de todas as idades. Equipamento

O equipamento necessário consiste num bom calçado, no tipo de vestuário e numa pequena mochila. Não esquecer de que o elemento básico do caminheiro são os seus pés, e a eles deve dar-se toda a atenção: dever-se-á escolher um tipo de calçado adequado ao percurso que se irá fazer. Deve-se evitar o uso de calçado de sola fina devido às irregularidades do terreno. O mais indicado são as botas de caminhada, de sola mais rígida e de cano mais alto, a ponto de proteger os tornozelos de uma eventual entorse. O tamanho deverá ser ligeiramente maior do que o nosso, já que ao longo do percurso os pés vão inchando, além de ser recomendável o uso de meias grossas de algodão ou lã (nunca fibras). É aconselhável o uso de calças folgadas e leves, afim de facilitar o movimento das pernas e protegê-las de ramos ou arbustos rasteiros. Não esquecer o uso de uma mochila leve, de 30 a 50 litros de capacidade, para o transporte de alguma roupa suplementar, água e produtos alimentares, e também dos mapas e dos roteiros ou topoguias.

Conselhos úteis

Antes de iniciar um percurso tenha sempre em conta a sua extensão, o tipo de terreno e o seu desnível, a sinalização existente, as condições climáticas e a sua forma física e experiência. Vai andar por caminhos de terra, e não por estradas de asfalto. Em percursos pouco sinalizados é conveniente o uso de uma bússola e alguns conhecimentos de orientação. Deve começar-se a caminhada sempre com um ritmo suave até que todo o corpo aqueça, e só depois passar para um ritmo que se considere normal, mantendo-o constante. Faça refeições leves e beba água regularmente, mesmo que não tenha sede, a fim de evitar a desidratação. Evite interromper a caminhada com muita freqüência para não quebrar o ritmo. Considere que, quanto maior o calor, maior a dificuldade na progressão do caminho. Nestes momentos, descanse. Nunca jogue lixo para o chão, transportando-o sempre consigo. Respeite as propriedades alheias e a Natureza, não deixando rasto da sua passagem.

Onde praticar

Na Europa existem várias empresas que se dedicam a organizar passeios pedestres guiados, e que constituem um bom incentivo para quem se queira iniciar nesta atividade. No Brasil ainda não é comum a “institucionalização” e o empresariamento de caminhadas, no entanto, é sem dúvida um negócio lucrativo para todos os envolvidos.

Rafting

O rafting consiste na descida de um rio de águas tumultuosas, com um barco pneumático preparado para isso: a sua base tem pequenas aberturas que permitem o escoamento constante da água. Deste modo, esta simples e eficaz embarcação insuflável nunca irá ao fundo. No entanto, e para que as pessoas não caiam à água, a embarcação é provida de umas pequenas cintas fixas à base onde se encaixam os pés. Deste modo, sentados na seção tubular que constitui a estrutura do bote, com a existência ainda de um cabo de nylon que circunda toda esta seção e com as técnicas de remagem corretas, consegue-se o equilíbrio necessário para a progressão da descida em águas bravas. Equipamento

Além do bote, ou raft, são essenciais o uso de um capacete e de um colete salva-vidas. Sempre que se fazem descidas de rios rápidos correm-se riscos, que poderão ser minimizados com o uso adequado de equipamento e cumprindo escrupulosamente as regras de segurança. Para completar o equipamento existe ainda o remo destinado a deslocar e equilibrar a embarcação, um par de botas ou sapatilhas e ainda, em épocas mais frias, um fato de neoprene, para manter a temperatura do corpo. Os rafts geralmente levam cerca de seis pessoas, podendo custar até 30 mil reais.

Conselhos úteis

Para praticar rafting convém fazer-se acompanhar por um monitor comprovado ou por alguém bastante experiente. É conveniente ter algumas noções básicas de como contornar obstáculos proporcionados pelas corredeiras assim como de algumas regras de segurança que deverão ser sempre respeitadas, evitando assim momentos desagradáveis como uma viragem acidental do bote e as suas conseqüências. É também importante que os remadores fluviais tenham consciência das condições meteorológicas e façam uma leitura prévia do estado do caudal do rio que pretendem descer. Um rio está em constante movimento e o aspecto que ele tinha há alguns dias pode não ser o mesmo do momento. As chuvas torrenciais, a abertura das comportas das barragens modificam de forma drástica o tipo de navegação que se deve adotar para um rio. Assim, a classificação dos rios, que varia numa escala de 1 a 6, sendo este o de maior dificuldade, pode modificar-se em muito pouco tempo. O rio que, à partida nos indicava ser de grau 3, por exemplo, poder-se-á apresentar de grau 6, mais á frente. Convém, portanto, fazer um estudo prévio do leito do rio (veja capítulo “Canoagem”).

Onde praticar

Locais onde existam corredeiras. Vale lembrar que é uma ocasião perfeita para se desenvolver um trabalho em equipe.

Todo-o-Terreno-Turístico

Para quem não seja grande adepto dos esforços físicos nem esteja disposto a viver momentos de grandes emoções e adrenalina, evitando os chamados desportos de aventura, os passeios ao domingo nos hipermercados não são a única alternativa. Pois, se não existe simpatia pelo “desporto”, já com a “aventura” a situação poderá ser diferente. Para esses casos existe também uma aventura vivida através das viaturas todo-o-terreno (4 x 4 ou jipe). É uma maneira diferente, mais prática e cômoda, mas também muito apelativa, de irmos ao encontro da Natureza, em busca de caminhos por vezes ainda inexplorados. Equipamento

Um jipe é uma viatura preparada para circular em caminhos fora de estrada, caracterizando-se por uma maior altura ao solo, robustez a toda a prova e tração às quatro rodas. Ao contrário das viaturas de todo-o-terreno da primeira geração, os jipes atuais são bastante confortáveis, permitindo transitar com grande conforto no piso rodoviário asfaltado. A moda do momento são os chamados SUV (Sport Utility Vheicule), que conciliam linhas semelhantes a veículos normais no entanto com aptidões estradistas de ótimo nível e capacidades em todo-o-terreno interessantes.

Para “montar” o veículo todo-o-terreno existe uma enorme coleção de acessórios. Para resguardo do exterior do veículo existem as proteções frontais, as inferiores e as barras anticapotagem. Como elementos de auxílio de tração utilizam-se os guinchos, um macaco de grande elevação, o hi-lift, umas correntes para os pneus (quando houver lamaçal) e um jogo de quatro placas que podem ajudar o veículo a sair de um atolamento. Do ponto de vista da segurança pode contar com uns faróis de nevoeiro e uns faróis de longo alcance, que devem ser montados no ponto mais da carroçaria (respeitando as homologações), uma boa lanterna e várias ferramentas auxiliares.

Conselhos úteis

Antes de sair para uma aventura em todo-o-terreno, não se esqueça de verificar a quantidade de combustível que leva antes de partir, pois “em terras de ninguém” será um pouco difícil fazer reabastecimentos. Estude os caminhos a tomar e circule com cautela. Nos pisos de areia deverá começar por diminuir a pressão dos pneus, mantendo depois uma velocidade constante. Em pisos lamacentos evite acelerar em demasia, ou mesmo travar. É preferível parar previamente e engatar as marchas de tração.

Onde praticar

De norte a sul do país, existe um infindável número de caminhos que poderão ser explorados. Há também organizações que se dedicam a fazer passeios guiados de Jepp. No Brasil, Minas Gerais tem bons clubes de Jepp. Quando circular com o seu veículo todo-o-terreno evite de deixar marcas da sua passagem, evitando o desgaste prematuro das trilhas e os barulhos excessivos provocados por desnecessárias acelerações. Respeite a pureza e o silêncio da Natureza.

Vôo-livre

O vôo livre é todo aquele vôo impulsionado por agentes naturais, ou seja, pela força da gravidade, no sentido descendente, e pela força das térmicas (zonas de ar quente em ascensão), no sentido ascendente. A modalidade de vôo livre divide-se em dois segmentos essenciais: o vôo com asa delta e o vôo com parapente. Apesar da asa delta ser um engenho bem mais caro do que o parapente, mais pesado e mais difícil de dominar, é um desporto que continua em franco progresso. O parapente, por outro lado, também tem tido um forte crescimento no Brasil (cerca de 1000 pilotos em junho de 1999), não só por ser um engenho mais barato e acessível, mas também por ser mais fácil de transportar e de se pilotar. Um equipamento completo não ultrapassa os 15 quilos, podendo ser arrumado numa mochila. Qualquer destes vôos têm início numa encosta ou falésia, assegurando sustentação assim que se ganha velocidade, após ter-se descolado com uma ligeira corrida no solo. Equipamento

Tendo origem nos pára-quedas controlados, o parapente é um engenho ainda recente (1986), tendo sido desenhado a partir das mesmas regras aerodinâmicas em que a asa delta se baseia. Mas, apesar das semelhanças com o pára-quedas, enquanto este se abre no ar após o salto do avião, resultando numa redução da velocidade de descida, o parapente parte de uma encosta, tal como a asa delta, e descola-se previamente “inflado” (aberto), podendo os vôos durar horas, atingindo altitudes de 3 mil metros e velocidades de 50 km/h, enquanto que se ganha altura sempre que se encontram correntes térmicas. Com estes engenhos (parapente e asa delta) é recomendável utilizar-se sempre um capacete de proteção, luvas, botas de montanha, roupa prática (adequada à altitude a que se pretende voar), um altímetro e um pequeno rádio de transmissão.

Conselhos úteis

Para se praticar vôo livre é necessário freqüentar um curso, pois são necessários conhecimentos profundos de meteorologia, aerologia e regras de pilotagem. O piloto deve saber observar o céu, compreender a forma das nuvens (desenvolvimento convectivo) e a deslocação das mesmas (velocidade do vento). Mas, acima de tudo, importa que o praticante utilize uma asa que esteja de acordo com o seu nível de aprendizagem. As asas têm várias formas entre si, e por vezes adquire-se demasiado cedo uma asa com performances superiores à do piloto, e o seu domínio torna-se mais complicado. As asas deltas e os parapentes são aeronaves extremamente sensíveis às condições meteorológicas e, como tal, deve ser-se prudente e cauteloso, para não se cometerem erros provocados por excesso de confiança.

Onde praticar

Os locais eleitos em no Brasil estão situados no Rio de Janeiro, Minas Gerais e Nordeste, no entanto, qualquer falésia ou montanha que agregue visual agradável pode ser utilizada como rampa de lançamento.

Camel Trophy

O Camel Trophy teve início em 1980, quando seis aventureiros alemães percorreram 1600 quilômetros através da selva amazônica, numa rota idêntica à dos exploradores do Novo Mundo. Para concretizar tal façanha conseguiram o patrocínio da Camel.

Logo nesse ano, a imprensa e a comunicação social aperceberam-se do impacto desta iniciativa, dando-lhe a necessária projeção para viabilizar a repetição do evento. Desde então, o Camel Trophy não mais deixou de se realizar, tendo já visitado os seguintes destinos:

a.. Amazônia (1980, 1984 e 1989) b.. Sumatra (1981) c.. Papua-Nova Guiné (1982) d.. Zaire (1983) e.. Bornéu (1985 e 1996) f.. Austrália (1986) g.. Madagascar (1987) h.. Sulawesi-Indonésia (1988) i.. Sibéria (1990) j.. Tanzânia-Burundi (1991) k.. Guiana (1992) l.. Sabah-Malásia (1993) m.. Andes (1994) n.. Mundo Maia (América Central - 1995) o.. Mongólia (1997) Se aprofundarmos os conhecimentos sobre os locais onde já ocorreu o Camel Trophy podemos notar que são lugares de imensa beleza natural, mas também extraordinariamente exigentes. De fato, o Camel Trophy não é propriamente um passeio em viaturas Land Rover, sendo antes uma grande aventura, em que homens e máquinas são levados ao limite da resistência. O traçado das expedições obriga os participantes a superarem desafios extremos, como cruzar rios com as viaturas flutuando em cima de instáveis jangadas ou atravessar lamaçais em que se avança apenas alguns metros por hora…

Mas nem só de viaturas 4 x 4 vive o Camel Trophy. Na edição de 1997, que se disputou na Mongólia surgiram uma série de provas de orientação, canoagem e BTT. Nesta ocasião se deu a abertura do Camel Trophy a novas modalidades que vieram enriquecer ainda mais o enorme desafio que significa participar numa prova desta envergadura.

A edição de 1998 foi entre 5 a 26 de Agosto por terras da Patagônia chilena e argentina, num cenário de neve, gelo e temperaturas que atingiram 20 graus negativos! Esta é uma zona de natureza forte e avassaladora, onde abundam os rios de águas bravas, os vulcões coroados de neve, os glaciares e os fiordes. Serão 4 mil quilômetros até alcançar o ponto mais a sul do planeta onde pode chegar um veículo — o cabo Horn. Para tal, as equipes deslocarem-se em Land Rover Freelander, escolhendo livremente o percurso de ligação entre as várias zonas de reagrupamento.

Para participar basta ser maior, possuir carta de condução, ser brasileiro e falar inglês. Dinheiro não é necessário, pois todas as despesas de participação são integralmente por conta da organização. O programa de seleção é muito exigente, decorrendo em eliminatórias sucessivas. Para as superar não basta ser um excelente desportista ou ser especialista em condução de veículos todo-o-terreno. Mais do que isso, é fundamental ter espírito de colaboração, simpatia e camaradagem.

Raide Gauloise

O hidrospeed consiste na descida de rios rápidos, ou de águas bravas, com uma pequena embarcação em forma de prancha, em que o praticante se deita, deixando de fora as pernas. Estas são de uma importância vital para o sistemático controle da pequena embarcação. É exatamente com o movimento das pernas e das barbatanas que o nadador consegue ora curvar com a embarcação, ora equilibrar-se e aumentar ou diminuir a velocidade, esgueirando-se pelos meandros e remoinhos, através de um infindável número de obstáculos naturais para transpor, tão característicos neste tipo de águas fluviais. Equipamento

Além de uma boa dose de coragem são indispensáveis, não só a pequena prancha ou trenó de hidrospeed, mas também um capacete que cubra a zona da nuca, um colete salva-vidas, umas luvas, um fato isotérmico de neoprene, para manter a temperatura do corpo e protegê-lo de eventuais arranhadelas nas rochas, umas joelheiras e, claro está, as tão indispensáveis barbatanas. Com menos de 500 reais temos todo o equipamento de que precisamos.

Conselhos úteis

Uma vez dentro dos rios a idéia é seguir a corrente, tentando escolher a melhor trajetória face aos obstáculos que inevitavelmente irão aparecer. Por exemplo, se nos surgir um tronco pela frente, não é aconselhável a passagem por baixo, sob pena de se ficar preso e assim não se conseguir vir à superfície. Também é absolutamente necessário saber nadar no mínimo cerca de 100 metros sem grande esforço. Refira-se ainda que apesar de só poder ir um praticante em cada embarcação, é um desporto que se deve praticar sempre em grupo.

Onde Praticar

Qualquer rio rápido. O Espírito Santo tem boas corredeiras.

Eco-Challenge

Eco-Challenge foi criado em 1992 com o objetivo de levar para os Estados Unidos um novo tipo de competição outdoor. Baseado nas provas multiatividades que se realizavam com assinalável êxito na Nova Zelândia há dez anos, o Eco-Challenge nasceu da combinação entre o desporto aventura e uma atitude responsável e respeitadora face à Natureza, pretendendo assim veicular uma mensagem de defesa do ambiente. Desde a sua criação, a prova já visitou os seguintes locais: a.. Utah — Estados Unidos (Abril de 1995) b.. Nova Inglaterra — Estados Unidos (Junho de 1995) c.. Columbia Britânica — Canadá (Agosto de 1996) d.. Queensland — Austrália (Agosto de 1997) O conceito da prova é muito simples. As equipes partem de um ponto comum, progredindo em navegação por carta (orientação) na direção de diversos pontos obrigatórios de controle, tendo como objetivo atingir o ponto de chegada no menor tempo possível. Para tal necessitarão de vários dias, como, por exemplo na edição de 1995 em que a equipe vencedora demorou 4 dias e 19 horas. A escolha de percurso é totalmente livre, desde que se assegure a passagem pelos pontos obrigatórios de controle.

Sendo uma prova por equipes mistas de quatro pessoas, o Eco-Challenge obriga a que cada equipe passe a meta com todos os membros agrupados. Note-se que durante a prova os elementos de uma equipe não podem progredir a distâncias entre si superiores a 100 jardas (cerca de 92 metros). As equipes são responsáveis pela sua alimentação durante toda a prova, avançando em autonomia total (não há assistência) 24 horas por dia (os períodos de descanso serão mais uma das variáveis que as equipes terão de gerir, podendo optar por progressão non-stop).

No seu trajeto as equipes apenas poderão utilizar meios não motorizados como sejam caiaques, canoas, bicicletas de montanha, rafts, cavalos, técnicas de escalada ou simplesmente, caminhar. Estes meios poderão variar de prova para prova, como por exemplo na edição de 96 (Canadá) em que foram utilizadas orientação a pé, escalada, equitação, navegação em águas bravas e progressão em glaciar.

A edição de 1998 ocorreu em Marrocos, durante o mês de Setembro. Foram cerca de 480 quilômetros através de uma região inóspita e seca, onde o calor alternou-se com muito frio. As equipes fizeram o trajeto a pé, de caiaque de mar, bicicleta de montanha, escalando ou montando cavalos e camelos. Superaram um exigente percurso de canyonning, descrito pela organização como intimidador e desafiante, com passagens muito estreitas e técnicas. Tudo isto com água a temperaturas gélidas… Também foi desafiante a realização de um percurso no deserto, no qual os participantes estavam montados em camelos, seguindo as antigas rotas das caravanas de mercadores.

Quem sabe se possa fazer algo parecido nos Sertões Nordestinos?

Formação Vivencial

“Nada é permanente senão a mudança” — Heraclito (576-480 a. C.) Nunca como hoje esta frase com mais de 2 mil anos foi tão atual. De fato, a mudança e a transformação são as únicas constantes da atualidade, produtos, preferências, tendências, idéias, mudam com uma velocidade desconcertante. Fala-se de globalização, a Internet cresce a um ritmo exponencial, os mercados pululam de novos produtos, o que ontem era verdade, hoje pode estar em dúvida e amanhã estar obsoleto. E mais do que a mudança em si, o que mais surpreende é a aceleração contínua dessa mesma mudança. Por tudo isto, é necessário criar meios de formação aptos a lidar com a mudança e capazes de provocar a aprendizagem efetiva.

Neste contexto, a formação vivencial (experiential learning) pode ter um valor muito especial. Consistindo na utilização estratégica de experiências estimulantes, a formação vivencial caracteriza-se tanto pelo tipo de técnicas pedagógicas utilizadas, como pelo contexto onde as mesmas se realizam. O seu objetivo fundamental é ajudar os indivíduos, as equipes e as organizações a atingirem níveis de desempenho superiores e assim alcançar resultados de sucesso.

As ações desenvolvidas tais como atividades no campo, na montanha ou nos rios, criam no formando uma motivação acrescida para aprender, já que as aquisições são realizadas através do recurso a jogos pedagógicos, interligados com a componente teórica ministrada. Os participantes são assim solicitados para a utilização efetiva e prática de competências como, por exemplo, a comunicação, a negociação, a gestão de recursos escassos, o planejamento ou a resolução de problemas, não se limitando a conversar (ou ouvir conversar…) teoricamente acerca das mesmas.

A formação vivencial é muitas vezes apelidada de formação outdoor (outdoor training), o que não aparenta ser a designação mais correcta já que a formação vivencial tanto pode ser em sala (indoor) como ao ar livre (outdoor). Neste último caso, pode ser realizada em locais de fácil acesso como um jardim ou o parque de estacionamento da empresa, recorrendo a exercícios de atividade física moderada, utilizando meios como cordas e tábuas (para, por exemplo, ultrapassar um obstáculo) ou então em locais menos acessíveis.

É aqui que entram os desportos aventura, sendo encarados nesta perspectiva como uma ferramenta de formação. Não são utilizados apenas por puro prazer, mas com um objetivo pedagógico muito bem definido. Por isso, a formação outdoor distingue-se de meras provas de desporto aventura ou das actividades de incentivo, sendo fundamental o acompanhamento permanente dos participantes (no terreno e fora dele) por parte de técnicos especializados na análise de comportamentos (os facilitadores), para se poder explorar todo o potencial que estas actividades apresentam.

A formação vivencial apresenta um caracter extremamente flexível, o que lhe permite adaptar-se às mais diversas solicitações, como sejam: a.. Criação de equipes de alto desempenho (teambuilding) b.. Resolução de problemas e tomada de decisões c.. Criatividade d.. Liderança e.. Comunicação f.. Negociação g.. Gerir o stress h.. Lidar com a mudança e a transformação i.. Utilização eficiente do tempo j.. Resolver conflitos k.. Aumentar a satisfação dos clientes internos e externos l.. Gestão pela qualidade total m.. Mudança da cultura organizacional Embora não pretenda ser o remédio que cura todos os males organizacionais, a formação vivencial apresenta algumas características que podem ser consideradas como pontos fortes muito interessantes:

a.. Realidade — Os problemas são reais, as situações acontecem de fato, as conseqüências são “o doer”. É o mundo real, em carne e osso. Assim, os participantes são eles próprios, não podendo esconder-se atrás da desculpa: “Eu procedi desta forma porque tudo não passava de uma simulação. Na vida real, nunca me comportaria assim!” b.. Memorabilidade — A excitação das atividades vivenciais não se esquece facilmente. São emoções fortes que ao serem recordadas trazem consigo a recordação da aprendizagem e a sua consequente aplicação. c.. Igualdade — Para a maioria dos gestores, a formação vivencial passa-se num contexto pouco habitual. Assim, as competências relevantes no local de trabalho não têm geralmente qualquer valor nas actividades vivenciais, eliminando-se assim barreiras entre as pessoas. d.. Camaradagem — É normal os participantes em ações de formação vivencial criarem relações de camaradagem muito fortes, que podem ser fundamentais nas situações normais de trabalho. Daí estes programas serem tão apreciados para o teambuilding. E, mesmo quando as pessoas não ficam a adorar-se umas às outras, pelo menos, passam a compreender-se melhor, aceitando-se mutuamente. No Brasil, a oferta de ações de formação vivencial não é abundante, como pudemos perceber ao investigar o tema mas, podemos pensar num programa deste tipo em nível de Política Turística e Educacional Universitária, como complemento aos Jogos de Empresa pois agrega valores relevantes à formação da consciência empreendedora, socioeconômica dos participantes.

Com a leitura deste material esperamos sinceramente que as pessoas responsáveis pela implementação de Políticas Turísticas sintam-se estimuladas a buscarem mecanismos de produzirem resultados econômicos a partir do atendimento a uma demanda existente.

Acreditamos que tudo vivemos numa época em que tudo se torna possível. Acima e à frente a criatividade e a vontade. Vale lembrar que temos informes de que alguns países e Estados europeus estão desenvolvendo políticas de atração turística sintonizadas com estas demandas - Portugal, Espanha, (Santiago de Compostela) Itália e Grécia vêm a cada ano obtendo excelentes resultados econômicos provenientes desta “frente de negócios”.