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Mikka Vence Interlagos

Espetacular. A Fórmula Um retomou o caminho da normalidade ao ver Mika Hakkinen voltando a vencer em Interlagos. Após um começo de temporada tumultuado e cheio de surpresas em Melbourne, São Paulo viu o que todos esperavam: domínio das McLarens e Schumacher se desdobrando para tentar correr atrás.

Mas o destaque, sem sobra de dúvida, foi o desempenho de Rubens Barrichello. Tanto nos treinos quanto na corrida, ele fez o que estava ao seu alcance e um pouco mais, mostrando personalidade e talento.

Nada melhor do que isso para calar a boca de muita gente, que o criticou duramente desde a morte de Senna, quando se depositou nele uma carga de responsabilidade que ele não tinha –nem em termos psicológicos, nem em termos de equipamento– condições de assumir.

Hoje Barrichello está maduro o suficiente para saber lidar com a responsabilidade de carregar consigo a esperança de vitórias de toda uma nação como o Brasil. E, por mais inacreditável que isso possa parecer depois de tantos anos, pela primeira vez pode-se dizer que ele tem um carro bom.

O carro da Stewart, depois do desastre de 98, foi bem nascido. Sem grandes inovações, mas bastante eficiente, empurrado por um revigorado motor Ford, que só perde em potência para os Mercedes e para o Ferrari, só faltando ganhar em fiabilidade (afinal, foram duas corridas e duas quebras).

Os treinos e a corrida de Barrichello foram espetaculares. Ficar à frente de Schumacher no grid foi um grande feito. Na corrida ele tinha tudo certo para ser terceiro. Apesar de ter liderado no início, ele tinha consciência que não poderia vencer com Hakkinen e com Schumacher na pista.

Mas subir ao pódium no Brasil seria uma recompensa mais do que merecida para este piloto que nunca teve o devido reconhecimento. Ele provou,definitivamente, que tem talento para andar na frente. Basta que lhe dêem um carro a altura.

review

A prova, basicamente para a maioria das pessoas que foram até Interlagos, pode ser resumida em antes e depois de Rubens Barrichello abandonar. Ele largou bem, aproveitou-se do problema de Couthard e manteve-se em segundo, atrás de Hakkinen, que teria problemas em uma troca de marchas na reta dos boxes, deixando a liderança para o brasileiro, seguido de Schumacher.

Barrichello, entretanto, estava com pneus mais macios e menos combustível no tanque, em uma estratégia de fazer dois pit-stops. Quando parou na volta 26, deixou a liderança para o alemão, retornando em quarto, atrás de Eddie Irvine, a quem viria a ultrapassar algumas voltas depois. O terceiro lugar era, aquela altura, praticamente garantido.

Mas na volta 44 o motor Ford abriu o bico, deixando as arquibancadas em silêncio, em contrapartida a euforia que tomou conta da torcida desde que Barrichello assumira a liderança, dando uma ponta de esperança de que o Brasil poderia voltar a vencer na Fórmula 1.

Schumacher viria a fazer sua única parada na volta 38 e Hakkinen três voltas depois. Foi o suficiente, aliado a um trabalho de box mais rápido por parte da equipe McLaren, para que o atual campeão retornasse em primeiro.

Irvine viria a ter problemas, perdendo o pódium para Frentzen, e o quarto lugar para Ralf Schumacher, tendo que se contentar em manter a liderança do Mundial de Pilotos com apenas um quinto lugar. O ponto derradeiro do sexto lugar sobrou para Olivier Panis da Prost.

drops.

Fritura David Couthard, no início do ano falou em não dar mole e disputar o título de qualquer maneira. Foram duas provas e nenhum esboço de que teria condições de fazer isso.

Fritura 2 Outro que está em situação complicada é Damon Hill. O inglês falava em voltar a vencer com a Jordan este ano, mas está sendo ofuscado pelo seu companheiro Frentzen. Foram duas provas e dois abandonos, enquanto Frentzen coleciona dois pódiums e a vice-liderança do Mundial de Pilotos. Tudo bem que nas duas provas Hill foi jogado para fora da pista, mas o que vale são os resultados. Só não ficou pior para ele porque ele conseguiu, em sua última tentativa no treino para a corrida em Interlagos, ficar aluns milésimos de segundo à frente seu colega de equipe.

Fritura 3 E o badalado Zanardi não arrebentou seu Williams no muro, pelo menos. Mas largou lá atrás e andou disputando posições com uma Minardi. Lamentável para aquele que poderia, segudo se dizia, vir a desafiar Hakkinen e Schumacher. Claro que o carro da Williams e o motor Supertech estão deixando a desejar, mas o parâmetro é o seu companheiro de equipe… que chegou em quarto lugar.

Fritura 4 A Ferrari andou falando e falando durante as semanas entre os GPs da Austrália e do Brasil, que a diferença para os McLarens diminuiria em Interlagos. Mas o que se viu foi praticamente o mesmo patamar, com o agravante de Schumacher ter pertido até mesmo a terceira posição para Barrichello. Durante os treinos livres, a Scuderia chegou a colocar seus pilotos na pista com menos combustível no tanque para tentar não fazer muito feio.

Inglaterra Os donos do circuito de Brands Hatch estão lançando uma empreitada para tentar sediar o GP local a partir do ano 2002.

Contusão Ricardo Zonta, que sofreu um grave acidente nos treinos livres de sábado, deve ficar fora de acão por no mínimo 40 dias, ficando fora dos GPs de San Marino, Mônaco e talvez Espanha.

Rio Há rumores de que Emerson Fittipaldi e Nélson Piquet estejam arquitetando a volta do GP Brasil para o circuito de Jacarepaguá. O contrato de Interlagos com a FIA vence neste ano, e os dois campeões são administradores do autódromo carioca.